Blues Desbotado - Um programa voltado ao bom r&b não americano, nas performances de branquelos geniais, que exibiam sua alma negra com extrema precisão nos seus acordes e arranjos. Voltado às interpretações de excelentes músicos britanicos, canadenses e do resto do mundo, apresenta um mosaico distante dos blues do delta, mas com a mesma inspiração.

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Blues Addicts - Blues Addicts, 1970:

O único álbum lançado por essa banda de blues da Dinamarca em 1970. Esse é um daqueles discos que recebe a sua reputação por ser tão obscuro, em vez de ser um clássico perdido. Mas como em tudo, há sempre um contexto para uma espécie de reedição em algum lugar, e assim aconteceu o seu relançamento pelo rótulo Shadoks em 2008, com tiragem baixíssima.

   

 

Dr. K's Blues Band - Dr. K's Blues Band, 1968:

Uma das grandes bandas desconhecidas do boom de british blues na Inglaterra, final dos anos 60, álbum de estréia é uma mistura pesada de material original (escrita, na sua maior parte, pelo pianista Richard Kay - o Dr. K de o título).
Um trabalho excelente, um pianinho sem vergonha martelando compassos irresistíveis.

   

 

Ferris - Ferris, 1971:

Excelente banda finlandesa que fazia um sonzaço que daria pra definir como um mix de hard, progressivo e blues!!
Era um blues de branquelo inovador no cenário, os caras tinham uma cozinha musical com boas guitarras e um orgão hammond trabalhando a mil!!
É banda de um disco só como várias outras da época.

   

 

Juicy Lucy - Lie Back and Enjoy It, 1970:

Excelente banda britânica que logo em seu primeiro disco galgou o top 20 do Reino Unido.
Com um baixo potente que faz a pista para os outros instrumentos e o poderoso vocal, Ray Owen montou a banda logo após a dissolução da garage band "The Misunderstood" junto com o slide guitars Glenn Ross Campbell, o sax de Chris Mercer, recrutaram o guitarra base Neil Hubbard, o baixista Keith Ellis e o batera Pete Dobson para arrebentar os tímpanos com essa sonzeira.

   

 

McKenna Mendelson Mainline - McKenna Mendelson Blues, 1969:

Para nossa alegria, McKenna Mendelson Mainline é uma banda seminal canadense de blues, originários do final dos anos 1960.
Tocavam petardos com a sonoridade de um "power blues" da mais alta qualidade...destaque para o poderoso vocal do Joe Mendelson e para a fulminante guitarra de Mike McKenna!

   

 

Sam Apple Pie - Sam Apple Pie, 1969:

Essa é uma ótima banda americana de blues rock regado a harmônica, slide guitar e muita guitarra solo correndo solta no melhor clima setentista!!
A banda lançou apenas dois albuns!! Um em 1969 e esse daqui, que tem um
clima boogie blues num rock bem legal e traz também muitos covers de outras bandas.

   

 

The Helpful Soul - First Album, 1969:

Fantástica banda de blues japonesa!!!
Formação básica num quarteto incrível, bem entrosado e uma sonoridade de respeito.
É um típico caso de lugar errado, hora errada, pois toda a sonoridade do Blues, na época, seguia o caminho mais hard.
No entanto, eles gravaram uma música excelente, uma faixa bônus com 10 minutos de duração, "Paz para os tolos".


   

 

The Underdogs - Blues Band And Beyond, 1967-68:

Genial banda neo zelandesa que fazia o blues simples e com a guitarra bárbara do Harvey Mann, um especialista.
Esse é um disco de estréia onde agruparam material de estúdio e músicas que fizeram relativo sucesso em compacto.

   

 

Black Cat Bones - Barbed Wire Sandwich , 1969:

Para uma semana repleta de mestres guitarristas, essa surprêsa legal. Paul Kossof e Simon Kirke (Bad Company) em sua primeira banda, antes de formarem o emblemático Free em 1968. Foi uma importante banda que apresentava nos pubs londrinos um blues pesadão, típico british blues e que deixou um rastro de influências em músicos que fizeram história.

   

 

John Morgan - Kaleidoscope, 1970:

Esse tecladista impecável e vocalista descobriu a psicodelia no início dos anos 60. Liderava a banda The Spirit of John Morgan, bem experimental e acabou se firmando na sonzeira séria do R&B britânico.
Esse disco funde boa psicodelia com blues e é genial. 

   

 

Alexis Korner's Blues Incorporated - Sky High, 1966:

Esse é um dos "pais" do British Blues e seus trabalhos orientaram toda uma geração de grandes bluesmen. Jimi Page conheceu o Robert Plant numa jam com o Alex Korner, uma entidade respeitada no cenário da época. Você vai ouvir grandes interpretações, um grande disco pra gente conferir.

   

 

Bintangs - Blues On The Ceiling, 1970:

O melhor blues holandês nos acordes de uma banda incrível: The Bintangs. A banda começou com nomes estranhos como Rocket Dynes e Black Phantoms. Usando muita flauta ponteando blues pesado, lotaram tanto a platéia numa apresentação, que o piso cedeu e o andar todo foi abaixo. Essa gravação é de 1969.

   

 

John Dummer - John Dummer´s Famous Music Band, 1970

Essa banda é muito legal, tem uma sonoridade rica e foi trazida ao mundo em 1967, durante a explosão do British blues. Eles tiveram uma alta rotatividade de músicos ao longo de sua história e, ao contrário do que poderia ser, isso só enriqueceu a timbragem dos trabalhos.

   

 

Tramline - Somewhere Down The Line, 1969:

Hardblues britânico seguindo a mesma linha do Free, também tocado por um quarteto legal formado por John McCoy, Mick Moody, Terry Sidgwick e Terry Popple.  Entraram no mercado em 1968 e esse disco, o primeiro deles, foi lançado em 1969 e abriu caminho para um contrato com a Island Records. O guitarrista Mick Moody também passou pelo Snafú e Juicy Lucy, mas emplacou mesmo foi no Whitesnake.

   

 

Beefeaters - Mett You There, 1969:

Muitos europeus abraçaram o Blues como o som de seus corações. Influência direta deixada pelos soldados americanos na segunda guerra. Essa linha de som se espalhou pelo continente durante os anos 50 e 60. De um lugar bastante improvável, a Dinamarca, vem essa banda com uma sonzeira excelente, permeado pelo som do orgão Hammond. Blues desbotado mesmo. Mais branquelo, impossível.

   

 

Días De Blues - Días De Blues, 1972:

Vamos abrir uma excessão e deixar o British blues de lado nessa edição, que apresenta uma genial banda uruguaia numa gravação de 1972, com um blues de qualidade, cantado em castelhano e tocado com poesia e seriedade. Blues de branquelo  e cheio de alma. Confira.

   

 

Ten Years After - Undead, 1968:

Dessa querida banda liderada pelo Alvin Lee, considerado nos anos 70 o guitarrista mais rápido do mundo do rock, vem esse segundo álbum, gravado ao vivo num palquinho sem vergonha do jazz club, Klook's Kleek, em Londres, em maio de 1968. Mal mixado pra caramba, mas com som legal, permite que a gente saiba como era ouvir essa banda ao vivo naquela época: muito blues e boogie numa sucessão de bons improvisos.

   

 

Cuby & The Blizzards - Trippin' Thru' Midnight Blues, 1969

Sensacional banda de blues holandesa, surgida em 64. Esse é o sexto disco, de 1968, após uma excursão junto com o Van Morrison. Mesmo trocando sempre de formação, essa banda permanece ativa até hoje

   

 

Free - Tons of Sobs, 1968:

A banda surgiu no fim da década de 60 em Londres, mais precisamente em 1968. Tudo começou em 1967 quando Paul Kossoff e Simon Kirke tornaram-se amigos na banda Black Cat Bones.
Neste mesmo dia Kossoff tem uma conversa com Paul Rodgers e o resultado é imediato, ambos decidem formar uma banda e saem a procura de um baixista no mesmo dia. Dessa forma encontram Andy Fraser (ainda com dezesseis anos de idade e que aos quinze anos já tinha tocado com John Mayall & The Bluesbreakers) e formam a nova banda.

   

 

The Rolling Stones - Necrophilia, 1964/1967:

Nunca foi lançado oficialmente, foi prensado em tiragem baixíssima, uma edição pessoal mesmo.Alguns anos atrás reapareceram umas cópias, que foram vendidas por fortunas.
As músicas estão em versões completamente diferentes das que eles lançaram anos depois.
Essas faixas saíram direto dos arquivos pessoais do Mike Jagger, Keith Richards e de alguns músicos amigos. É um bootleg fantástico.

   

 

Fleetwood Mac - Peter Green's Fleetwood Mac, 1968:

Disco de estréia gravado em 1968, bom blues britânico, onde o guitarrista Peter Green apresenta seu trabalho logo após sua saída do John Mayall & the Bluesbreakers, onde foi substituído pelo Eric Clapton. O baterista Mick Fleetwood substituiu Aynsley Dunbar nessa gravação, muito distante das gravações com Stevie Nicks e Chris McVie, de 1975, onde só o nome da banda foi preservado.

   

 

Killing Floor - Killing Floor, 1969:

Saído direto do sul de Londres, fim dos anos 60, era originariamente um duo formado por Mick Clarket e pelo Bill Thorndycraf, vocalista e tocador de harmônica. Durante o boom do british blues que ocorreu entre 68/69, convocaram mais 3 músicos de peso e batizaram a banda com o nome de um blues do Howling Wolf. É um trabalho excelente, que merece ser conhecido.

   

 

Jimmy Page & John Paul Jones - No Introduction Necessary, 1969:

Sabemos que o Led Zeppellin tem uma forte veia de blues. Esse é o trabalho onde tudo começou, com as participações de um monte de gente de grosso calibre: Nicky Hopkins, Albert Lee, Alan Freeman, Glyn Johns, Big Jim Sullivan, Chris Hughes e Nigel Molden. Impressionante, hein?

   

 

Tramp - Tramp, 1969:

Incrível união dos com futuros formadores do Fleetwood Mac, arranhando ums dos melhores álbuns de British Blues da época. Com músicos do naipe do Mick Fleetwood, Bob Brunning e Danny Kirwan, mas a participação de Dave e Jo Ann Kelly, é um grande trabalho, merece ser ouvido na íntegra. Gravado em 1969.

   

 

Juan De La Cruz Band - Himig Natin, 1973:

Essa excelente e inusitada banda, que é das Filipinas, último lugar onde se imaginaria produzir bom blues nos anos 70. O tal Juan de La Cruz não é o nome de ninguém. É uma expressão como Zé da Silva usada para generalizar o típico Filipino. O grupo surgiu na montagem local de Jesus Christ Superstar e merece ser conferido com atenção. Som de 1973!

   

 

Manfred Mann - The Original Manfred Mann, 1969:

Banda muito importante de Rhythm'n'Blues surgida em 1962, num trabalho muito elaborado, num período bem anterior à fase progressiva que fez o nome da banda. Excelentes músicos na melhor fase do British Blues.
Depois o Manfred Mann fez uma copisa que parecia impossívei, fundiu o blues com o rock psicodélico e progressivo que surgia.

   

 

The Spencer Davis Group - Their 1st Album, 1965:

É o primeiro disco, com muitos standards do R&B americano, mas no mesmo nível dos Animals e dos Rolling Stones, com vocais do Stevie Winwood antes de formar o Traffic, foi tido pela crítica como sendo um dos melhores discos de British Blues do momento. Muito legal, confira.

   

 

Chain - Toward the Blues. 1971:

Genial banda australiana lá de Perth, com uma pegada muito própria, fazendo provavelmente o melhor blues da terra dos cangurús.
A banda tinha boa fama no cenário bluesrock australiano onde era muito respeitada principalmente pelas suas performances ao vivo!! A musica "black and blue" por muitos anos foi a mais pedida nas rádios australianas!! Banda de tiro curto, pois acabou em 1974!! A gravação é de 1971.

   

 

Brunning Sunflower Blues Band - Trackside Blues, 1969:

Segundo disco, excelente trabalho do baixista britânico Bob Brunning.
Conhece? é o cara que tocou com o Mick Fleetwood na primeira formação do Fleetwood Mac, e com o Savoy Brown. Deixou sua marca na história do British Blues.

   

 

Aynsley Dunbar Retaliation - Aynsley Dunbar Retaliation, 1968:

Parece que 68 foi um ano muito bom para o British Blues. Agora é a vez desse baterista que tocou com meio mundo, até com o Zappa, mas sempre teve um pé no blues de rua que acontecia em toda Inglaterra. Tudo por influência direta dos soldados americanos da segunda guerra, que deixaram essa herança. Vamos conhecer melhor o trabalho desse cara, que misturava blues com progressivo e som denso. Foi seu primeiro disco solo.

   

 

Savoy Brown - Shake Down, 1967:

Álbum de estréia dessa banda surgida no cenário inglês nos meados dos anos 60.
Grande veia de british blues pulsando pelo talento de Kim Simmonds, Ray Chappell e Brice Portius. 

   

 

John Mayall - Blues From Lauriel Canyon, 1968:

Esse é  o impecável álbum do impecável John Mayall, o pai do British Blues.
Um disco de 1968, primeiro após deixar os Bluesbrakers.  
John Mayall canta e toca harmonica, orgão e guitarra nesse album. Outros músicos acompanharam, inclusive um jovem Mick Taylor (guitarra), Colin Allen (bateria) e Stephen Thompson (baixo). O guitarrista Peter Green aparece na canção First Time Alone